CAAPORÃ PB NOTÍCIAS

quarta-feira, 27 de maio de 2015

PARAÍBA

Com riqueza incalculável sob seu solo, cidade da Paraíba sofre com precariedade e pobreza






O brilho, o luxo e o valor exorbitante da turmalina paraíba contrastam com a vida precária dos habitantes do distrito de São José da Batalha, berço da pedra preciosa. Como a extração é irregular, os exploradores não recolhem tributos pela utilização econômica dos recursos minerais localizados nas minas da região. Paralelamente aos lucros exorbitantes, obtidos com a extração ilegal da gema, a população do pobre município de Salgadinho (PB) convive sem qualquer contrapartida da riqueza que é usurpada de seu solo.
Segundo dados do aplicativo Identificação de Localidades e Famílias em Situação de Vulnerabilidade (IDV), do Programa Brasil Sem Miséria, do Governo Federal, 65,7% dos domicílios de Salgadinho estão localizados na zona rural. Dos 3.508 habitantes do município (Censo IBGE 2010), 815 são pessoas, de 15 anos ou mais de idade, que não sabem ler e escrever. Dos domicílios particulares permanentes, 63% têm saneamento inadequado e outros 22,2% possuem saneamento semi-adequado. 
Ainda segundo o IDV, 26,3% das pessoas residentes em domicílios particulares permanentes possuem renda de até 70 reais, e 42,6% dos habitantes permanentes de Salgadinho possuem renda de até 1/4 do salário mínimo.

“As pedras que são exibidas em eventos luxuosos por celebridades e magnatas internacionais, e que são alugadas por atrizes de Hollywood para desfilarem no tapete vermelho do Oscar, deveriam também proporcionar aos habitantes de São José da Batalha e Salgadinho o progresso social, possibilitando melhores condições de vida, direitos fundamentais básicos para o desenvolvimento do ser humano, como proclamado pela Constituição Federal e pelos tratados internacionais”, propõe o procurador da República João Raphael Lima.

"REFORMA POLÍTICA"


Câmara Federal rejeita os sistemas distrital misto e distritão

Com a rejeição das propostas de mudanças do sistema eleitoral, permanecem as regras atuais da proporcionalidade para as eleições de deputados federais, estaduais e vereadores


Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados
Nas votações da noite desta terça-feira (26), da proposta de emenda à Constituição da reforma política, os deputados rejeitaram as proposta do sistema distrital misto e do 'distritão' para as eleições de vereadores, deputados estaduais e federais.

No distrital misto foram 99 votos a favor, 369 votos contrários à adoção do sistema no processo eleitoral brasileiro e duas abstenções.

O plenário da Câmara também rejeitou, por 210 votos a favor, 267 contra e 5 abstenções a adoção do sistema eleitoral chamado distritão, fórmula em que seriam eleitos os candidatos mais votados em cada estado ou município.

Se o distritão tivesse sido aprovado acabaria o atual sistema eleitoral proporcional adotado no Brasil para as eleições de vereadores e de deputados. A proposta do distritão vinha sendo defendida pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e pela bancada do seu partido.

No encaminhamento da votação, o bloco do PMDB recomendou o voto sim e foi seguido pelo DEM, SD e PCdoB. Encaminharam contra o sistema o PT, PR, PSB, PDT, PPS, PV e PSOL. Liberaram as bancadas o PSDB, PSB e PROS.

Com a rejeição do distritão, os deputados iniciaram a discussão da última proposta do sistema eleitoral que prevê que as eleições proporcionais serão realizadas pelo sistema distritão misto. Alguns líderes pediram a retirada da votação do dispositivo, alegando que ele era “natimorto”.

Com isso, o presidente da Câmara retirou o dispositivo de votação e anunciou que, com a rejeição das propostas de mudanças do sistema eleitoral, permanecem as regras atuais da proporcionalidade para as eleições de deputados federais, estaduais e vereadores.

JOÃO PESSOA - PB

Trânsito muda para obras do Trevo de Mangabeira e altera paradas de ônibus, na Capital

Com as modificações, a Semob alerta os usuários de transporte coletivo que as paradas de ônibus instaladas no trecho serão relocadas para a nova rota, atendendo às necessidades de embarque e desembarque
Trânsito passa por nova alteração no local
Trânsito passa por nova alteração no local
Algumas ruas do bairro de Mangabeira vão ter o trânsito modificado a partir desta quinta-feira (28), em João Pessoa, para que sejam continuadas as obras do Trevo de Mangabeira. Veja o mapa abaixo, com orientações repassadas pela Superintendência de Mobilidade Urbana da Capital (Semob).

Para transitar no sentido José Américo/Penha, os condutores deverão seguir pela Avenida Hilton Souto Maior, passar pelas ruas Francisco Augusto Fernandes, Fernando A. Seabra Peixoto até alcançar a Rua Francisco Trajano de Oliveira, seguindo pela Avenida Josefa Taveira até a Rua Ivete de Oliveira Cardoso, retornando novamente à Avenida Hilton Souto Maior. O mesmo desvio será utilizado para os veículos que desejam acessar o bairro de Mangabeira pela Avenida Josefa Taveira.

Por conta da mudança no trânsito, o trecho da avenida Josefa Taveira, entre as ruas Francisco Trajano de Oliveira e Ivete de Oliveira Cardoso, seguirá com sentido único (Mangabeira/Bancários). A rua Ivete de Oliveira Cardoso terá ainda um trecho de acesso local pela av. Josefa Taveira para garantir o acesso as lojas comerciais localizadas nesse trecho.

Com as modificações, a Semob alerta os usuários de transporte coletivo que as paradas de ônibus instaladas no trecho serão relocadas para a nova rota, atendendo às necessidades de embarque e desembarque.
A Semob garante que haverá agentes nos pontos necessários para prestar orientação tanto aos motoristas, quanto aos usuários de transportes coletivos.


Mapa mostra alteraçõesFoto: Mapa mostra alterações
Créditos: Divulgação/Semob

SENADO BRASILEIRO

Senado aprova MP que muda regras de acesso a direitos trabalhistas

Em longa votação, o governo conseguiu o apoio da maior parte de da base para garantir que o texto fosse aprovado sem mudanças; matéria segue agora para sanção da presidente
Congresso Nacional
Congresso Nacional
O plenário do Senado aprovou, sem alterações em relação ao texto da Câmara, a Medida Provisória 665, que altera as regras para acesso do trabalhador ao seguro-desemprego, ao seguro-defeso e ao abono salarial. A matéria segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff.

Em longa e apertada votação, com 39 votos favoráveis e 32 contrários, o governo conseguiu o apoio da maior parte de sua base para garantir que o texto fosse aprovado sem mudanças e não precisasse retornar para última análise dos deputados, o que poderia fazer com que a MP perdesse a validade por decurso de prazo.

A maior polêmica em relação ao texto se deu em torno do artigo que traz as mudanças no abono salarial. Atualmente, o trabalhador que tiver trabalhado no ano anterior pelo menos 30 dias com carteira assinada e tiver recebido até dois salários-mínimos, tem direito ao abono de um salário-mínimo.

As novas regras aprovadas pelo Congresso estabelecem que ele terá que ter trabalhado pelo menos 90 dias no ano anterior e receberá o benefício proporcionalmente ao tempo trabalhado. Assim, ele receberá um doze avos do salário-mínimo por cada mês trabalhado, conforme as regras que valem para o pagamento de 13º salário.

Um requerimento propondo a retirada desse artigo foi apresentado pelos senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Paulo Paim (PT-RS), Walter Pinheiro (PT-BA), Otto Alencar (PSD-BA) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA), mas foi rejeitado pela maioria do plenário. Os senadores queriam que o governo também se comprometesse a vetar esse trecho do texto, mas só conseguiram a promessa de alguns líderes governistas de alcançar o veto na regra que estabelece os 90 dias de carência. “Nós, como líderes, assumimos o compromisso de que essa noventena é algo que pode ser retirado”, afirmou o líder do PT, senador Humberto Costa (PE).

Apesar disso, o senador Paulo Paim anunciou que a aprovação da MP 665 sem o veto integral sobre o artigo que trata do abono salarial poderá se refletir em prejuízos ao governo na votação da MP 668, que também trata do ajuste fiscal.

“Quanto à terceira medida [MP 668], não há nenhum compromisso nosso de votar favorável. Votaremos contra”, disse o senador. “Nós entendemos que essa outra medida não trata do interesse do trabalhador. Se eles derrubarem a que trata do interesse do trabalhador [emenda que retirava as mudanças sobre o abono salarial], nós vamos debater internamente para votar até mesmo contra essa medida”.

No que se refere ao seguro-desemprego, pelo texto aprovado, o trabalhador terá que comprovar ter trabalhado por pelo menos 12 meses consecutivos para ter acesso ao benefício pela primeira vez. Nos casos em que o trabalhador tiver acessando o seguro pela segunda vez, o prazo de carência será de nove meses. E nos casos em que o acesso se der pela terceira vez, o trabalhador terá que comprovar ter trabalhado por pelo menos seis meses para receber o seguro.

Para acesso ao seguro defeso, o pescador profissional terá que comprovar ter trabalhado por um ano para ter acesso ao benefício. Ele terá direito ao seguro mesmo que já esteja recebendo outros benefícios provenientes de programas sociais do governo.

A votação foi acompanhada por diversos sindicalistas que protestaram nas galerias do plenário do Senado contra a MP. Em alguns momentos o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) precisou suspender a sessão para que as manifestações das galerias fossem controladas. O principal alvo dos sindicalistas eram os senadores do PT, que eram acusados de traição aos trabalhadores.

PARAÍBA SEM SEGURANÇA

População denuncia falta de efetivo policial e interior da Paraíba sofre com violência

TV Correio HD percorreu cidades do Cariri da Paraíba e registrou denúncias de moradores que sofrem com constantes assaltos e tiveram que modificar hábitos para tentar fugir de ações criminosas
Delegacia fechada e grades instaladas em Barra de Santana
Delegacia fechada e grades instaladas em Barra de Santana
Grades para todo lado. Esta foi a forma que a população de Barra de Santana, no Cariri paraibano, a 133 km de João Pessoa, encontrou para se sentir mais protegida dos bandidos. A cidade é alvo frequente de assaltantes. Para ter acesso aos dados da violência no local, uma equipe da TV Correio HD se dirigiu até a delegacia do município, mas encontrou o local fechado. Na porta, um aviso informa a população sobre o funcionamento da unidade, justificando que está fechada durante diligências, pois o número de policiais é reduzido.

A população afirma que a presença da polícia na cidade não é frequente. Pessoas que não quiseram se identificar disseram que a Polícia Militar não fica na cidade e que a delegacia de Polícia Civil tem como funcionários apenas um delegado e um escrivão, que registram as ocorrências e vão embora.

“Barra de Santana está precisando de um policiamento, pelo amor de Deus!”, disse uma senhora, que relatou que ocorrem assaltos constantemente e que a população se vê obrigada a ficar presa dentro de casa. Segundo ela, a PM vai ao município, faz apenas uma ronda, e, em seguida, vai embora.

Na cidade, o pastor de uma igreja evangélica mandou instalar grades de proteção, além das portas que já existiam, para a segurança dos fiéis. Na igreja Católica, o padre alterou o horário das missas. “Sempre era à tarde. Agora é de 9h da manhã”, disse um morador, que explicou que ainda há celebração nas noites de quinta-feira, mas a população fica apreensiva.

A violência alterou o ritmo de vida na cidade de tal modo que, em uma farmácia, os clientes nem sequer podem entrar no estabelecimento para comprar algo. A transação comercial se dá através de uma grade. O local é aberto apenas quando os funcionários conhecem o cliente.

O Conselho Tutelar do município revela que tem dificuldades em realizar trabalhos sem o apoio da polícia. Segundo o coordenador da instituição, sem o auxílio, fica difícil lidar com menores infratores.

Um comerciante local, que foi assaltado há poucos dias e teve um prejuízo de quase R$ 1 mil, relatou que não há condições de se trabalhar depois das 18h, sob o risco de arrastões. Ele disse que se sente humilhado e que pensa em fechar o bar do qual é proprietário e mudar de ramo. Ele informou que, quando sofreu o assalto, passou seis dias para poder prestar queixa, pois não encontrou polícia em Barra de Santana. Ele, então, teve que se dirigir à cidade de Queimadas.

A cerca de 35 km de distância fica a cidade de Caturité, também no Cariri. No local, a situação não é diferente. Uma moradora disse que a PM comparece ao município apenas nos fins de semana.
Comerciantes também relataram assaltos. Um deles ficou impressionado com a demora da PM em comparecer ao local. Outro profissional do comércio disse que só conseguiu registrar uma ocorrência criminosa indo à cidade de Boqueirão, a 15 km de distância. Ele evidenciou a falta de uma viatura policial em Caturité.
A Secretaria de Segurança e Defesa Social emitiu uma nota oficial sobre o problema da violência no Cariri da Paraíba. Leia abaixo o texto na íntegra:

"Os gestores das áreas citadas na reportagem já estão cientes do problema. Eles estão adequando o efetivo para atender a demanda, o que deve acontecer o mais breve possível em decorrência da chegada dos novos delegados e agentes de investigação aprovados no último concurso da Polícia Civil, que já estão sendo designados para ocupar as delegacias no interior do Estado."

 Confira a reportagem da TV Correio HD:





FONTE: PORTAL CORREIO

terça-feira, 26 de maio de 2015

POLÍTICA

PSDB vai ao STF para tentar, no mínimo, afastar Dilma da Presidência por 180 dias 

 


Em entrevista à BBC Brasil, o jurista Miguel Reale Jr., ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), explica a estratégia tucana para tirar Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República. Para Miguel Reale, ao contrário da leitura geral, de que a oposição recuou ao desistir do impeachment, a decisão de entrar com um pedido de ação penal comum seria uma opção mais incisiva, porque o processo não ficaria pendente do apoio político no Congresso.
A lógica de buscar o Supremo Tribunal Federal (STF) seria evitar a barreira política que o impeachment teria para começar a tramitar no Congresso. Em tese, seria um caminho mais técnico. O pedido de ação será apresentado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que se aceitá-lo vai encaminhar a peça ao STF.
Em uma das respostas à reportagem da BBC Brasil, Reale afirma: “Esta ação de crimes comuns tem na verdade o mesmo efeito do impeachment, que é o afastamento da presidente de suas funções enquanto o processo é julgado, caso seja aceito. A acusação será entregue nesta terça-feira ao procurador, e ele tem a possibilidade de arquivá-la ou encaminhá-la ao STF. Ao encaminhá-la ao STF, os ministros da Suprema Corte têm que requerer autorização da Câmara para processar a presidente. Dada a autorização por votação com dois terços dos parlamentares, a presidente fica 180 dias afastada do cargo. Então o efeito é o mesmo, e portanto estão enganados aqueles que dizem que o PSDB voltou atrás. Nós fizemos aquilo que é o mais aconselhável neste momento, até porque o impeachment não fica proibido de ser interposto, mesmo porque novos fatos estão ocorrendo a todo instante, com os novos desdobramentos dos depoimentos da Operação Lava Jato.”


FONTE: Jornal do Comércio

LEGISLATIVO BRASILEIRO

Novo relator da reforma política propõe fim do voto obrigatório

 


O novo relator dos projetos da reforma política, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), apresentou nesta terça-feira (26) as propostas de mudanças no sistema político e eleitoral que deverão ser votadas, a partir desta tarde, no plenário da Câmara. As propostas de Maia – que presidia a comissão especial cancelada nesta segunda-feira (25) por decisão dos líderes partidários – preveem, entre outros pontos, o fim do voto obrigatório, a adoção do "distritão" como sistema eleitoral e a manutenção do financiamento público e privado de campanhas eleitorais.
O deputado do DEM fez diversas alterações em relação ao parecer do relator anterior, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI). O texto do peemedebista acabou não sendo votado na comissão especial depois que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), criticou publicamente o texto elaborado pelo colega de partido.
Em vez da duração de cinco anos para os mandatos de todos os cargos eletivos, conforme havia proposto Marcelo Castro, o novo relator manteve os atuais quatro anos. O texto de Rodrigo Maia não menciona o prazo de duração dos mandatos de senador, um dos pontos do projeto anterior que gerou divergência com o presidente da Casa.
Castro defendia que o mandato dos senadores tivesse a mesma duração que ele havia proposto para os demais cargos eletivos: cinco anos. Pressionado pelo PMDB, o antigo relator chegou a elevar em seu texto o prazo para dez anos, mas, menos de 24 horas depois, se arrependeu e voltou a defender que os mandatos no Senado durassem cinco anos.
A alteração no relatório deflagrou uma crise entre Marcelo Castro e Eduardo Cunha. Contrariado, o presidente da Câmara, desde então, passou a defender que a reforma política fosse votada diretamente no plenário da Casa, em vez de ser analisada pela comissão especial.
No relatório apresentado nesta terça, Rodrigo Maia manteve a proposta do antigo relator que sugeria a coincidência das eleições para presidente, governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores no mesmo ano a partir de 2022. O parlamentar do DEM, entretanto, propôs em seu parecer que os mandatos de prefeitos e vereadores eleitos em 2020 sejam de apenas dois anos. Castro defendia que os eleitos em 2016 ficassem seis anos nos cargos eletivos.
Cláusula de barreira
Rodrigo Maia também flexibilizou a cláusula de barreira. Se seu relatório for aprovado pela Câmara e pelo Senado, terão direito aos recursos do fundo partidário e à propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV somente os partidos que tenham eleito, pelo menos, um representante para qualquer uma das duas casas legislativas do Congresso Nacional.
Antes, Castro defendia que só teriam acesso aos benefícios as legendas que obtivessem, no mínimo, 2% dos votos para a Câmara dos Deputados, distribuídos em, pelo menos, um terço das unidades da federação, com um mínimo de 1% do total de cada uma delas.


FONTE: G1

DETRAN - PB

Detran alerta sobre acúmulo de pontos na CNH; saiba quais condutas evitar

Condutor que ultrapassar 20 pontos no período de 12 meses tem a carteira suspensa e é notificado por meio de carta
Detran-PB
Detran-PB
O Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB) faz uma alerta aos motoristas que acumularem 20 pontos ou mais no documento de habilitação. O condutor que ultrapassa essa pontuação no período de 12 meses tem a carteira suspensa e é notificado por meio de carta. Além disso, a carteira será suspensa se o motorista cometer infração gravíssima, praticar racha, dirigir sob efeito de álcool, ultrapassar 50% da velocidade máxima permitida ou pilotar sem capacete.

Os motoristas que têm interesse em saber a sua pontuação no prontuário da CNH, pode acessar o site do Departamento de Trânsito com o registro da carteira ou do veículo infrator para saber a situação.
Quem atingir ou ultrapassar os 20 pontos pode ficar impedido de renovar ou transferir a CNH, entre outras penalidades previstas pela legislação federal. No entanto, esses motoristas podem apresentar defesa e não têm a habilitação suspensa imediatamente, alerta o superintendente do Detran-PB, Aristeu Chaves.
“Nossa intenção é alertar o condutor de que ele deve redobrar a atenção para não ter suspenso o direito de dirigir, pois isso pode causar transtornos na rotina dele. Por outro lado, é uma oportunidade de reforçar a necessidade de respeitar as leis de trânsito, pois a busca por mais segurança e cidadania nas vias é responsabilidade de todos”, ressaltou Aristeu.
De acordo com o assessoria jurídica do Detran-PB, o condutor notificado por suspensão tem até 30 dias para apresentar sua defesa, se não apresentar ou tiver o recurso negado, deve entregar a carteira suspensa no órgão de trânsito.
No caso do condutor que foi autuado por infração gravíssima, em que automaticamente há suspensão do direito de conduzir, a exemplo dirigir alcoolizado, a habilitação será apreendida e remetida para o Detran. Em um prazo máximo de cinco dias, o motorista terá a CNH devolvida e será informado sobre o direito de ampla defesa e do contraditório assegurado, mediante o recebimento das notificações de autuação e penalidade de multa.
Durante o período de suspensão, que varia entre um mês e um ano, o motorista deve passar por um curso de reciclagem de 30 horas, que pode ser feito nos Centros de Formação de Condutores ou empresas credenciadas. Com o certificado de conclusão, e cumprido o período determinado, o motorista poderá ter a CNH de volta.
Os condutores que não entregarem a carteira e os que entregarem, mas forem flagrados conduzindo veículos, terão a habilitação cassada por dois anos. A suspensão impõe que, além de ficar por dois anos sem dirigir, o motorista reinicie o processo de habilitação, precisando cursar novamente as aulas teóricas, práticas e provas para conseguir uma nova carteira.

POLÍTICA

Cássio garante legenda do PSDB para Cícero disputar prefeitura da Capital em 2016

Senador tucano afirmou que a prioridade é o nome do ex-senador, mas admitiu que o partido pode buscar alianças para se fortalecer nessa disputa
Senador Cássio Cunha Lima
Senador Cássio Cunha Lima
O senador Cássio Cunha Lima garantiu que o PSDB apoiará uma possível candidatura do ex-senador Cícero Lucena à Prefeitura de João Pessoa, caso o tucano demonstre interesse no cargo. Cássio afirmou, em entrevista ao Correio Debate da 98 FM, que a legenda dará prioridade ao ex-prefeito da Capital, em caso de uma candidatura própria, e não descartou fazer alianças.

 O senador revelou ter conversado com Cícero recentemente sobre o tema, mas disse que ainda não há decisão tomada pelo partido. "Todos sabem que tivemos dificuldades nas eleições estaduais, em decorrência da necessidade das alianças, e não foi possível ele disputar o Senado. Então se ele pretender disputar a Prefeitura de João Pessoa não tem o que discutir. Ele tem a legenda, tem o apoio incondicional e a solidariedade irrestrita, completa e absoluta do partido. Se Cícero tiver o projeto ele terá nosso apoio incondicional", afirmou.

Sobre a possibilidade de compor com PMDB nessa disputa, Cássio afirmou que a primeira intenção é a de lançar candidatura própria. "Primeiro teremos que definir a candidatura própria, então precisamos ter a posição de Cícero ou de outros postulantes. Mas sem descartar eventuais alianças", disse.


FONTE: PORTAL CORREIO

PARAÍBA

Promotor e presidente da Abrasel divergem sobre fechamento de bares na PB

Discussão começou após médico ser atropelado em ciclovia e ficar em estado grave em JP; motociclista estaria embriagado 




O Secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Cláudio Lima, defendeu, nessa segunda-feira (25), em entrevista ao programa Rede Debate, da RCTV (canal 27 da Net Digital), que seja estabelecido um horário para fechamento de bares no estado. Nesta terça-feira (26), o Portal Correio ouviu entidades para saber quais impactos o comércio paraibano sofreria caso a medida fosse adotada e qual o reflexo disso para a população.

Imagem IlustrativaPara o promotor Glauberto Bezerra, da Promotoria de Justiça do Consumidor do Ministério Público da Paraíba, a regulamentação de um horário para funcionamento de bares iria ser muito boa para a população.
“Essa medida de segurança pública já foi adotada em vários países. Nesses lugares, foi verificada a redução no número de acidentes. Então acredito que aplicada à realidade paraibana isso traria muitos benefícios. Somos testemunhas constantemente uma violência silenciosa. Os veículos são armas tão perigosas quanto às de fogo e muitas pessoas são vítimas da imprudência e irresponsabilidade alheia”, opinou.

Já o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) na Paraíba, Paulo Amaral, não acredita que a medida contribuiria para a redução de acidentes.
“A partir do momento em que proibimos a venda depois de um determinado horário e estamos dizendo que antes disso as pessoas não se embriagam. O problema das mortes no trânsito é uma questão de educação. As pessoas precisam entender que não devem dirigir após beber. Diminuir o tempo de comercialização de álcool não vai adiantar de nada se não houver uma conscientização por parte dos consumidores”, argumentou.
O debate sobre um horário para fechamento de bares foi levantado após o acidente que envolveu um médico em uma bicicleta e um motociclista, que, segundo testemunhas, teria apresentado indícios de embriaguez. A batida ocorreu nesse sábado (23), no bairro do Bessa, Zona Leste de João Pessoa.
O presidente da Abrasel-PB também culpou a falta de fiscalização pelo número de acidentes de trânsito registrados no estado. “Se esse motociclista tivesse sido parado por uma blitz ele não teria machucado o ciclista. Isso é óbvio. O problema é que as pessoas fecham os olhos para um problema claro, que é a falta de conscientização e de fiscalização”, completou.
Paulo Amaral também defendeu que a regulamentação de um horário limite para o comércio de bebidas alcoólicas influenciaria negativamente o turismo.
“Já recebi reclamações de que os restaurantes e bares de João Pessoa param de funcionar depois das 2h. Muita gente chega à Capital de madrugada e não tem onde comer. Isso já pesa negativamente para a gente. Agora imagina se tivermos que parar de vender bebidas mais cedo? É óbvio que diminuiria o faturamento dos negócios daqui”, concluiu.
O presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços da Paraíba (Fecomércio-PB), Marconi Medeiros, concorda que reduzir o tempo de funcionamento dos bares pode prejudicar o turismo do estado, mas disse que a entidade também se preocupa com a segurança no trânsito paraibano.
"Bares e restaurantes são importantes atrativos e nesse momento em que João Pessoa e a Paraíba em geral se coloca como grande destino turístico limitar o funcionamento desses estabelecimentos pode prejudicar nosso turismo. E se há prejuízo, há redução na geração de renda e emprego. No entanto, compartilhamos da preocupação do secretário com a segurança e achamos ela legítima", ponderou.

FONTE: PORTAL CORREIO

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