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sexta-feira, 22 de março de 2013

POLÍTICA


Dilma tem 58%, Marina, 16%, e Aécio, 10%, diz Datafolha

Dilma tem 58%, Marina, 16%, e Aécio, 10%, diz Datafolha

LEGISLAÇÃO BRASILEIRA


Bancadas do NE podem obstruir pauta no Congresso para cobrar socorro de Dilma à estiagem

O açude de Boqueirão, responsável pelo abastecimento de água de Campina Grande e mais 17 municípios paraibanos, está com metade do seu volume de água

Sessão na Fiep

Sessão na FiepA bancada do Nordeste no Congresso Nacional pode obstruir a votação de matérias de interesse do governo Dilma Rousseff, caso a presidente da República, ao retornar da Europa, não anuncie medidas efetivas de ajuda aos estados e municípios que sofrem com a estiagem. Na Câmara Federal, a proposta será encabeçada pelo deputado federal Ruy Carneiro (PSDB). No Senado Federal, Cássio Cunha Lima (PSDB) se comprometeu a liderar esse movimento.

O açude de Boqueirão, responsável pelo abastecimento de água de Campina Grande e mais 17 municípios paraibanos, está com metade do seu volume de água. Segundo o deputado estadual Francisco de Assis Quintans (DEM), presidente da Frente Parlamentar da Seca da Assembleia Legislativa da Paraíba, as perspectivas para os próximos três anos é de que o manancial fique abaixo de 20% da média história.

O senador Cássio Cunha Lima criticou o Governo Federal pela falta de ações. “A falta de investimentos leva a calamidade. Faltam projetos executivos para o Nordeste, para a transposição. Não tem recursos para socorrer o povo sertanejo e nosso rebanho, que está sendo dizimado, mas tem para atender as vítimas de enchentes do Sul e Sudeste. O pior é que quando faço cobranças no Senado, o governo responde que tem o Bolsa Família. Daí pergunto aos estudantes: vocês estão estudando para receber o Bolsa Família?”, ironizou.

Cássio e Ruy participaram de uma sessão especial que a Assembleia Legislativa da Paraíba realizou na sede da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep), no Dia Mundial da Água. "Eu defendo um movimento da bancada do Nordeste no sentido de obstruir as votações na Câmara e no Senado”, antecipou.

Ruy adiantou que o protesto deve ser seguido no Senado Federal. “Cássio se propôs a liderar esse tema no Senado e eu vou conversar com os líderes dos partidos na Câmara. Se o Governo Federal não apresentar um plano concreto de auxílio aos municípios afetados com a estiagem, vamos obstruir as votações no Congresso”, alertou.

A Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa) informou que, dos 121 reservatórios de águas monitorados em toda a Paraíba, oito estão sangrando e três estão em situação crítica (com volume menor que 5% da sua capacidade).

Ainda segundo a Aesa, mais um reservatório entrou em observação por apresentar volume menor que 20% da capacidade, o Novo II, no município de Tavares. Ao todo são 11 nesta situação. Os outros 98 reservatórios estão com capacidade armazenada superior a 20% do volume total.
Sessão na Fiep Créditos: Ascom/ALPB

POLÍTICA


Paraibano está na lista do PTB para ser indicado ministro do governo Dilma

João Vicente Claudino é paraibano, natural de Cajazeiras, e foi eleito senador pelo estado do Piauí
Senado Federal
João Vicente Claudino
João Vicente ClaudinoReunificado, o PTB confirma presença na base política que dá sustentação ao governo federal na Câmara e no Senado. Em consequência, poderá integrar a reforma ministerial da presidenta Dilma Rousseff. Na lista de ministeriáveis do partido está o senador João Vicente Claudino, paraibano que foi eleito pelo estado do Piauí.

E o próprio senador admite: “os seis senadores e os 19 deputados federais estão à disposição do partido para uma eventual indicação para compor o ministério da presidente Dilma”, afirmou. Só que o senador piauiense é considerado nome forte para representar os petebistas no primeiro escalão do governo.

PARAÍBA

Trote de UFRGS obriga calouros a beijar cadáver de porco e tomar banho com fluídos intestinais


Depois de imagens de um trote da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) gerarem reboliço por serem consideradas racistas, mais um ritual de recepção de calouros, aplicado na sexta-feira passada, gerou polêmica. Desta vez, alunos do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foram obrigados a segurar uma cabeça de porco e posar com ela para fotos. Eles também receberam banhos de um líquido que continha vísceras de peixes e ovos podres.
A brincadeira de gosto duvidoso foi registrada por alunos do curso de Ciências Biológicas. Fabrício Dutra estava saindo do restaurante universitário do Campus do Vale, em Porto Alegre, quando notou a movimentação. Ele contou que os veteranos do curso de Engenharia Civil obrigaram os calouros - chamados de "bichos" - a espalharem banha de porco em uma lona esticada no chão. Os novos alunos sentaram em círculo, em cima do plastico sujo com a gordura. Eles precisaram segurar o animal e fazer um juramento ao curso. Os calouros eram ainda obrigados a beijar a cabeça e receberam banhos de uma mistura de vísceras de peixe e ovos podres.
- O cheiro era horrível. Alguns veteranos estavam até de luva. E outros usavam saco plástico para se proteger desse líquido vermelho - contou Fabrício. - Imagina a gente indo almoçar no restaurante com esse cheiro?
O estudante lembrou ainda que um dos veteranos chegou a discutir com ele, por causa da gravação, e xingou as colegas de Fabrício.
- Ele perguntou porque eu estava filmando. Respondi que sou contra. Isso não vai mais acontecer. Estamos indignados.
Quando a discussão esquentou, Fabrício foi aconselhado por outras pessoas a deixar o local onde ocorria o trote. Segundo o estudante, o veterano afirmou que a direção do curso estava ciente do ritual.
- Com certeza, eles não sabiam de nada disso. Se soubessem, não teriam permitido - garantiu. - Isso já aconteceu na biologia, há alguns anos. Não com os animais, mas com as vísceras. E eles proibiram. Hoje, nosso trote é futebol de sabão.
Gabriela Baum, também aluna de Ciências Biológicas, ficou sabendo do caso por meio de colegas de curso. Ela ressaltou o perigo desse tipo brincadeira.
- Muitas vezes, alunos morrem em trotes. Neste caso, pode até parecer que isso não vá acontecer. Mas essas substâncias orgânicas podem conter vírus e bactérias que podem trazer doenças para os alunos - observou ela. - Os alunos, principalmente os de biologia, ficaram chocados e estão se comunicando com a imprensa para pressionar o reitor a se posicionar.

Fabrício Dutra publicou o vídeo no Facebook e recebeu uma enxurrada de comentários. "Essa manifestação irresponsável foi feita em local público e dentro da Universidade que eu e outros frequentam! No meio do caminho de muitos e em um local de USO COMUM! Além da falta de respeito, a de higiene também é um ponto importantíssimo a se levar em consideração!! Mas todos os argumentos que tenho em mente e a indignação serão manifestadas ao reitor... Esse sim terá que se posicionar diante de mim e da comunidade acadêmica (quiçá do público externo) em relação a esse 'trote', se é que pode ser chamado assim!", escreveu a estudante Louise Tocchetto.
UFRGS ainda não se pronunciou oficialmente
De acordo com a assessoria da UFRGS, os alunos costumam fazer banhos de tinta nos trotes da universidade. A assessoria informou ainda que cada campus tem autonomia para lidar com problemas relacionados ao trote universitário. O diretor da Escola de Engenharia está em reunião, para decidir qual atitude será tomada em relação ao caso.
Na página da Secretaria de Assistência Estudantil da universidade na internet, estão apresentadas orientações sobre a aplicação dos trotes na instituição. Entre as recomendações apresentadas está: " sejam evitadas nas atividades de trote práticas que envolvam violência sob as formas física, sexual e psicológica, bem como importem desrespeito à vida e à dignidade humana". A legislação do Conselho Universitário provê também a punição dos envolvidos em trotes, que estejam incluídos nesses casos.
A cordenadora-geral do Diretório Acadêmico, Nathália Bittencurt, disse que soube do trote, mas ainda não conseguiu apurar a história com os alunos da Engenharia Civil. Ela disse que o caso está sendo investigado e, se constatado excesso dos estudantes, o diretório tomará uma posição para cobrar ações da universidade.
Na semana passada, um trote na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) causou polêmica nas redes sociais. Em uma das fotos compartilhadas no Facebook, uma mulher aparece pintada de negro, algemada, com uma placa dizendo "caloura Chica da Silva". Em outra imagem, estudantes fazem saudações nazistas e um deles usa um bigode semelhante ao do ditador Adolf Hitler.

LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

Caso de Feliciano é 'insustentável', diz Henrique Alves



 O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou nesta quinta-feira (21) que espera uma decisão do PSC sobre a renúncia do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos, no máximo, até a próxima terça (26). Nesta quarta, após mais uma sessão conturbada do colegiado das minorias, o peemedebista fez um apelo à liderança do PSC para que Feliciano deixe o comando da comissão.
“Posso assegurar que essa Casa vai encontrar uma decisão a curtíssimo prazo. A comissão de Direitos Humanos, pela sua importância, não pode ficar nesse impasse. Eu espero até, no máximo, terça-feira, uma decisão. Agora, passou a ser também responsabilidade do presidente da Câmara dos Deputados”, ressaltou o potiguar, ao final de um evento, no Legislativo, em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down.
Feliciano é pressionado para renunciar por movimentos sociais e por parlamentares. O deputado é alvo de protestos pelo país em razão de declarações consideradas homofóbicas e racistas, o que ele nega. Feliciano responde a dois processos no Supremo Tribunal Federal, por discriminação e estelionato.
Na visão de Henrique Alves, a crise no colegiado de direitos humanos se tornou “insustentável”. A sessão desta quarta (20) da comissão teve de ser encerrada antecipadamente por conta dos protestos promovidos por militantes de movimentos sociais. Feliciano conseguiu se manter no recinto por apenas oito minutos.
“Virou um clima de radicalização que esta Casa não pode aceitar. Essa Casa tem que primar pelo equilíbrio, pela serenidade, pela objetividade, pelo trabalho parlamentar. E do jeito que está, se tornou insustentável. Eu asseguro que a situação será resolvida até terça”, avaliou o presidente da Câmara.
Líder do PSC, o deputado André Moura (SE) disse ao G1 que Feliciano se comprometeu com o partido a “colocar a cabeça sobre o travesseiro” para pensar sobre a eventual renúncia. Moura descarta a possibilidade de o deputado por São Paulo deixar o cargo durante o final de semana.
Segundo ele, os dois devem voltar a conversar sobre o assunto no início da próxima semana. Depois de obter uma posição de Feliciano, Moura ainda vai debater sobre a possível substituição na presidência da comissão com o restante da bancada do PSC.
“Teremos novidade na próxima semana. Pode ter certeza”, observou Moura.

BRASIL

Justiça concede liberdade a motorista que atropelou ciclista em SP



A Justiça concedeu nesta quinta-feira uma liminar (decisão provisória) libertando o universitário Alex Kozloff Siwek, 21, que atropelou um ciclista na avenida Paulista, no centro de São Paulo, no último dia 10. O desembargador que julgou o pedido da defesa do jovem determinou ainda a suspensão da carteira de habilitação dele.
Siwek foi preso após o acidente e transferido na semana passada para a penitenciária de Tremembé (a 147 km de SP). Na batida, o braço do ciclista David Santos Sousa foi arrancado e ficou preso ao carro de Siwek, que fugiu e jogou o membro em um rio. Ele se apresentou à polícia momentos depois.
Na decisão de soltar o rapaz, o desembargador Breno Guimarães, da 12ª Câmara Criminal, destacou que Siwek não tem envolvimento criminal anterior, possui residência certa e apresentou-se de forma espontânea à polícia. O magistrado destacou ainda que "a forma como se deram os fatos indica tratar-se de fato isolado".
O desembargador disse ainda que "embora a libertação do paciente, não represente, à primeira vista, risco à ordem pública, sua conduta na direção de veículo automotor mostrou-se capaz de abalar tal alicerce". O mérito do pedido de habeas corpus ainda deverá ser votado.
Na última terça-feira (19), a Justiça de São Paulo negou a liminar do pedido do Ministério Público para que Siwek responda pelo crime de tentativa de homicídio. Com isso, ele deve responder por lesão corporal. O mérito do pedido, no entanto, ainda deverá ser votado por um grupo de desembargadores.
No início da semana, o advogado do ciclista, Ademar Gomes, divulgou que Siwek já havia sido detido em 2012 quando comprava drogas. A defesa do estudante desqualificou a divulgação. "Isso é uma bobagem, ele não foi detido, foi arrolado como testemunha num processo. É uma tentativa de denegrir a imagem dele", disse Cássio Paoletti, advogado de Siwek, na ocasião.

 

BRASIL

Senado aprova projeto para emissão gratuita de novo modelo de RG

O Senado aprovou na última quarta-feira (20) projeto que obriga a emissão, de forma gratuita, do novo documento de identidade criado pelo governo federal há mais de dois anos. O projeto prevê a gratuidade para a primeira emissão do documento, um cartão com chip que vai substituir a cédula em papel do RG (registro geral) nos próximos dez anos.
Autor do projeto, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) argumenta que o custo de R$ 40 para a sua emissão é "muito alto" para diversos brasileiros --por isso o governo deve arcar com a primeira versão do cartão. O custo foi estimado em abril 2010, quando o governo anunciou a mudança do documento, uma vez que a identidade traz um chip eletrônico com informações do cidadão.
"Para se ter uma ideia, o valor orçado corresponde a quase 10% do atual salário mínimo. Considerando-se a cesta básica, calculada em abril de 2011, o valor cotado para emissão do novo Registro de Identidade Civil fica ainda mais significativo", disse Nogueira.
Relator do projeto, o senador Benedito de Lira (PP-AL) afirmou que a troca do RG tradicional pelo documento eletrônico vai proporcionar maior "segurança e eficiência" na identificação do cidadão, mas não é justo que ele tenha que custear a troca.
"Busca-se, por meio desta proposição, fazer com que o Estado arque ao menos com a primeira emissão desse documento", afirmou.
O novo modelo de identidade será único para o país e terá dez dígitos (uma sequência de nove números mais um dígito verificador). Hoje, cada Estado adota uma numeração diferente e sistemas próprios de emissão das carteiras de identidade, sem se comunicarem.
Em São Paulo, o documento tem nove dígitos; no Rio Grande do Sul, dez; e no Distrito Federal, sete, por exemplo. A ideia do governo é trocar todos os documentos --são 150 milhões atualmente-- em até dez anos.
Nesse período, as duas carteiras (antiga e novo modelo) serão aceitas, pois a substituição será gradativa e dependerá da capacidade do governo de aparelhar os institutos com equipamentos capazes de gerar o documento.
O modelo da carteira será similar a um cartão bancário com chip, reunirá dados pessoais, CPF e título de eleitor, e a impressão digital adaptada ao AFIS (sigla em inglês para Sistema Automático de Identificação de Impressões Digitais).

Folha de S. Paulo

quinta-feira, 21 de março de 2013

PARAÍBA

Após polêmica, 'caveira' é retirada da farda do Bope da PM da Paraíba

O uso da caveira como símbolo do Bope gerou protestos do Conselho Estadual de Direitos Humanos e um discurso àspero do deputado Luiz Coputo (PT), na tribuna da Câmara Federal
Símbolo utilizado na farda militar
Símbolo utilizado na farda militarO Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar da Paraíba (Bope) está proibido de usar, em sua farda, o símbolo do punhal encravado numa caveira. A determinação deve ser publicada no boletim interno da PM que circulará nesta sexta-feira (22), mas os integrantes do Bope já retiraram o emblema de suas fardas nesta quinta.
O uso da caveira como símbolo do Bope gerou protestos do Conselho Estadual de Direitos Humanos e um discurso àspero do deputado Luiz Coputo (PT), na tribuna da Câmara Federal. A polêmica ficou ainda mais acirrada depois da quinta-feira passada (14), quando, durante a comemoração do primeiro ano de aniversario do Batalhão Especial da Polícia Militar da Paraíba, o comandante geral da PM, coronel Euller Chaves, vestiu o uniforme preto com o símbolo.
Durante a solenidade foi hasteada uma bandeira preta, ostentando o desenho do punhal cravado na caveira, juntamente com a bandeira nacional e a bandeira do Estado da Paraíba. A solenidade ocorreu em frente ao comando geral da PM, na praça Pedro Américo, centro de João Pessoa.
Em carta pública, o comandante do Bope, major Jerônimo Pereira da Silva Bisneto, defende o uso do símbolo. "O Estado Democrático de Direito deve ser preservado e aplicado a todos dentro do território nacional e, isso implica que também nós, policiais militares e policiais do BOPE, devamos ter nossos direitos preservados, direitos a pensar, a seguir convicções filosóficas e continuar acreditando que a 'faca na caveira' significa a vitória da vida sobre a morte, com sabedoria, poder, força e invencibilidade frente à criminalidade", argumenta.
O deputado Luiz Couto (PT) havia ocupado a tribuna da Câmara Federal, na segunda-feira (18), para denunciar que o comandante da Polícia Militar da Paraíba, coronel Euller Chaves, estaria desobedecendo determinação do governador Ricardo Coutinho.
Na opinião do deputado, o coronel queria implantar o símbolo da caveira na instituição.
Couto disse que apesar do governador já ter se pronunciado, por mais de uma vez, que não aceitaria o uso desse emblema na polícia, há, segundo ele, registros de que o coronel Euller utilizou o símbolo durante uma solenidade, em que estava vestido de preto, e ainda gritou o nome ‘caveira’ com o microfone na mão em plena praça diante do público. “Isso precisa ser analisado com mais profundidade”, defendeu o parlamentar.
Luiz Couto destacou que as entidades defensoras dos direitos humanos na Paraíba manifestaram, em documentos entregues ao comandante geral e ao governador Ricardo Coutinho, o repudio aos crimes de apologia e defenderam o cumprimento da Resolução Ministerial nº 8, de 20 de dezembro de 2012, art. 2°, inciso XVII.
Couto pediu que as autoridades da Paraíba analizassem os documentos e que cumprissem "as determinações das resoluções ministeriais na forma de acolhimento ao clamor público”.
O deputado federal considerou que os policiais que "aderissem à essas atrocidades, que sejam punidos conforme a lei”., completou.
Para os integrantes do Conselho Estadual de Direitos Humanos, é motivo de preocupação não apenas o uso de caveira como símbolo, mas também de figuras "de animais raivosos, jargões em músicas ou jingles de treinamento que fazem apologia ao crime e à violência, com a escusa de que os policiais se sentem mais estimulados para o trabalho".
Eles protocolaram junto ao quartel do comando geral da PM da Paraíba a resolução ministerial nº 08, de 21 de dezembro de 2012, que orienta as Polícias a não utilizarem tais símbolos. "Entendemos que esta permissividade contraria princípios constitucionais, tratados de direitos humanos e a Resolução Ministerial acima mencionada, afrontando o Estado Democrático de Direito. É sabido que a violência impregnada nesses símbolos e práticas desumaniza os trabalhadores da Segurança Pública que acabam manifestando o ódio e a raiva apreendidos no tratamento dispensado à população jovem, negra e mais pobre do Estado, além de contrariar a política de segurança em voga pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Paraíba e do Governo do Estado da Paraíba", enfatizaram os integrantes dos Direitos Humanos.
O major Bisneto, comandante do Bope, rechaça a ideia de que a caveira e o punhal remetam à apologia ao crime. "Em nosso escudo nada há de apologia ao crime e a violência, pois esta última manifesta-se de várias maneiras: em guerras, conflitos religiosos, étnicos, preconceito, discriminação, fome, miséria, contra a mulher ou contra a criança", defende-se na carta.


Eis a carta do comandante do Bope, na íntegra:

“Caveira do BOPE: símbolo da sabedoria, do poder, da força e da invencibilidade da polícia militar frente à criminalidade e a violência no Estado”

Desde os primórdios da humanidade há diversos entendimentos quanto aos símbolos e seus significados. O termo “símbolo” tem origem no grego e sendo um signo é sempre algo que representa outra coisa ou alguma coisa para alguém. Os símbolos estão em diversas áreas da vida em sociedade, na  comunicação entre os indivíduos, povos e nações, além de abastecerem as práticas religiosas, espirituais, metafísicas, filosóficas e etc. Em se constituindo um elemento essencial no processo de comunicação encontra-se bastante difundido no quotidiano. Nesse argumento, alguns símbolos são reconhecidos internacionalmente, outros nacionalmente e por fim, alguns só são compreendidos dentro de um determinado grupo ou contexto (religioso, cultural, filosófico, etc).
A representação específica para cada símbolo será o resultado de um processo natural ou convencionada para que o receptor, uma pessoa ou grupo delas, consiga interpretar seu significado e sua conotação. A semiologia e semântica se encarregam desse papel.
Um dos símbolos mais mal interpretados em nossa sociedade é justamente o símbolo da “Caveira”, que decodificado, por alguns, estaria associado à morte, a letalidade ou perigo de vida. Para que possamos esclarecer essa decodificação e descortinar essa ignorância sobre a heráldica do BOPE, não só da nossa Briosa, mas de todas as coirmãs que ostentam a Caveira como broquéis em suas bandeiras ou flâmulas e em suas fardas, analisamos que o ser humano em morte, ao se decompor, apresentará apenas ossos e dentes, essa seria a morte física, carnal, que tanto entrelaça a figura da Caveira com a morte. Contudo, lembremos que em vida, ela, a caveira, nos oferece sustentação, dureza e proteção para o corpo físico. E precisamos muito dessa sustentação. A caveira, em sua observação metafísica, representa uma grande mudança na vida, onde talvez a morte fosse a maior delas. Um novo ciclo. É um símbolo que nos remete a pensar que estamos aqui de passagem, em caráter transitório, pela vida, nos mostrando que todos somos iguais por dentro, não temos sexo, cor, classe social, preferências sexuais, raça, idade, ou quaisquer outras formas discriminatórias, o que nos remete ao nosso Preâmbulo Constitucional e Princípios Fundamentais, em seus Artigos 1º e 3º , em nossa Lei Maior, estruturando e fundamentando o Estado Democrático de Direito.
O primeiro BOPE – Batalhão de Operações Especiais foi criado, no Brasil, em 1978, com o nome inicial de “Núcleo da Companhia de Operações Especiais”, pelo Tenente-coronel da PMRJ Paulo Amêndola, que explica que o símbolo representa “vitória sobre a morte”. Essa simbologia, a Caveira, é utilizada em praticamente, todos os Batalhões de Operações Especiais, com essa mesma representação e decodificação.
Em algumas culturas, a Caveira também significa poder, força e invencibilidade. Em nosso Estado, há um ano foi criado o Batalhão de Operações Especiais, através da LC nº 87, de 03 de dezembro de 2008, adotando em sua Heráldica o Escudo Português Clássico nas cores cinza e preto, representando o sigilo das operações especiais e a disposição de operar em atividades rotineiras ou em missões inóspitas e intempestivas, tendo ao centro a figura de uma Caveira (crânio) que simboliza a inteligência e a coragem de um guerreiro, bem como o desprendimento pessoal para cumprimento de suas atribuições. Essa Caveira está cravada com a espada da justiça de baixo para cima, simbolizando “a vitória da vida sobre a morte”, e ao fundo o mapa do nosso Estado que representa nossa área de atuação e com a Caveira a sua frente simbolizando que este Batalhão cuida, zela, vela e protege todo o Estado da Paraíba, não devendo, portanto, ter a simbologia de seu escudo associado a símbolos ou apologias ao crime e a violência, mas sim, a imagem de uma Unidade Militar pronta para servir e proteger a sociedade paraibana, posto que robustecendo esse escudo encontra-se o lema de “preservar vidas e aplicar a lei”.
A expressão “faca na caveira” remete ao fim da Segunda Guerra Mundial, onde após um combate, um Oficial inglês, ao ter conseguido invadir um Quartel de Comando Alemão Nazista e dominar suas tropas, encontrou sobre a mesa de um Oficial auxiliar do ditador Adolf Hitler, uma caveira e cravando o seu punhal sobre ela, ostentou o lema da “vitória da vida sobre a morte”, morte essa, que era disseminada nos campos de concentração atestando toda história que já nos é conhecida.
Nossa Briosa e nosso Batalhão tem conhecimento da Resolução 08-2012, do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, que após suas considerações RECOMENDA, dentre outros itens: “XVII - é vedado o uso, em fardamentos e veículos oficiais das polícias, de símbolos e expressões com conteúdo intimidatório ou ameaçador, assim como de frases e jargões em músicas ou jingles de treinamento que façam apologia ao crime e à violência”, ora... vimos no inicio desse documento que os símbolos são codificados por pessoas e decodificados também por estas, logo, sua interpretação será também influenciada por seus princípios, convicções sociais, políticas, filosóficas e etc.
Para nós, policiais militares, a Caveira simboliza poder, força e invencibilidade. Um poder que segundo a Sociologia é a habilidade de impor sua vontade sobre os outros, sendo essa vontade, não a nossa como pessoa física, mas sim a vontade da lei a que nos defende o Art. 144 da CF. A força que nos representa a superação do treinamento e do rigor da vida policial militar, além do Estado forte a que representamos, em seus diversos campos, a exemplo do político, com o próprio nome da capital, ao campo poético e literato como o destacado Augusto dos Anjos e outros nomes nacionalmente reconhecidos e, por fim a invencibilidade de nossa Caveira, simbolizando que a Polícia Militar deve ser invencível frente à criminalidade em nosso Estado.
Em nosso escudo nada há de apologia ao crime e a violência, pois esta última manifesta-se de várias maneiras: em guerras, conflitos religiosos, étnicos, preconceito, discriminação, fome, miséria, contra a mulher, contra a criança, o idoso e enfim... esse termo é oriundo do latim “violentia” que significa violação, que se tratando de direitos humanos, a violência abrange todos os atos de violação dos direitos: civis (liberdade, privacidade, proteção igualitária); sociais (saúde, educação, segurança, habitação); econômicos (emprego e salário); culturais (manifestação da própria cultura) e políticos (participação política, voto). Logo, esses são direitos que protegemos todos os dias nas ruas do nosso Estado. Não obstante a essas acusações infundadas, deve-se observar que a Caveira do BOPE não faz apologia ao crime, pois sendo esse um fato típico, de um comportamento humano que provoca, em regra, um resultado, previsto em lei penal como sendo uma infração, e que será penalizado pelo braço punitivo do Estado, não se aplicando a essa simbologia.
Dessa forma, o escudo do BOPE da PMPB, não contraria o item XVII – da Resolução 08-2012, do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, pois não remete a crime e nem a violência, sob ótica de comandantes e comandados deste Batalhão, pelo já exposto. Que sobre Direitos Humanos os militares do BOPE – PMPB, estão sempre em contato e cumprimento com os tratados internacionais ratificados pelo Brasil, e em seu corpo de Oficiais e Praças há militares habilitados, com cursos na área específica, inclusive com um integrante do Conselho Estadual de Direitos Humanos, o 1º SGT Astronadc Pereira de Morais, membro e partícipe da causa de defesa dos direitos do homem e da dignidade da pessoa humana nesse Estado e que inclusive, trabalha no GATE – Grupo de Ações Táticas Especiais, Companhia do BOPE, desde de 1998, ou seja, há 15 anos, que veste a farda do GATE, agora BOPE, com seu escudo de Caveira e que em nada adjudica de apologia ao crime ou a violência, nem tampouco de conteúdo intimidatório ou ameaçador. Nota-se aqui que esse Batalhão e seu escudo não devem ser motivos de preocupação ou repúdio como destacou os militantes do ajuizado Conselho, posto que se dessa forma o fosse como se explicaria um membro militante do seu próprio Conselho vestindo-a diariamente em suas atividades.
Quanto a gritar em praça pública “CAVEIRA”, como se expos o documento, nos referimos ao que todas as Unidades Militares do Brasil fazem durante as formaturas ao ser dado o Comando de “A vontade”, ou “Fora de Forma”, que diga-se bradar ao que se refere o escudo do seu Batalhão. Sendo mais claro: o Batalhão do Exército de Guerra na Selva, brada “SELVA”, as Unidades-Escolas bradam “ACADEMIA” ou “CFAP”, o Batalhão Ambiental brada “Operações Ambientais” e assim sucessivamente.
Quanto à leitura da Resolução em questão, fica óbvio que já tínhamos conhecimento e que não nos postamos contra a mesma, contudo, não estamos em desacordo com ela, como já foi explicitado anteriormente.
Quanto à polícia que esse Conselho de Direitos Humanos deseja, esperamos que seja a mesma que nós, integrantes do BOPE, trabalhamos todos os dias com afinco para construí-la, uma polícia cumpridora de suas atribuições constitucionais, com respeito à dignidade da pessoa humana, como princípio fundamental, além de tratamento igualitário á todos e sem distinção, nos termos da CF, ajudando o Estado e a nação a construírem uma sociedade livre, justa e solidária, mantendo a ordem, a paz e repudiando processos discriminatórios.
Por fim, o Estado Democrático de Direito deve ser preservado e aplicado a todos dentro do território nacional e, isso implica que também nós, policiais militares e policiais do BOPE, devamos ter nossos direitos preservados, direitos a pensar, a seguir convicções filosóficas e continuar acreditando que a “faca na caveira” significa a vitória da vida sobre a morte, com sabedoria, poder, força e invencibilidade frente à criminalidade.

JERÔNIMO PEREIRA DA SILVA BISNETO – MAJ QOC
Comandante do BOPE

MUNDO

Papa Francisco não foi cúmplice da ditadura argentina, diz Nobel da Paz


















O Papa Francisco "não foi cúmplice da ditadura" da Argentina, disse nesta quinta-feira (21) o ativista argentino Adolfo Pérez Esquivez, prêmio Nobel da Paz, após encontro privado com o pontífice.
"O Papa não teve nada a ver com a ditadura", disse Esquivel a jornalistas. "Não foi cúmplice da ditadura, não colaborou. Preferiu uma diplomacia silenciosa, de pedir pelos presos, pelos sequestrados."
"Dentro da hierarquia católica argentina houve, sim, alguns bispos cúmplices com a ditadura, mas não Bergoglio', acrescentou o ativista.
'Houve poucos bispos que foram companheiros de luta contra a ditadura', reconheceu Pérez Esquivel, que foi recebido pelo Papa em sua biblioteca particular No palácio apostólico.
"'Foi um reencontro muito emotivo, apesar de já nos conhecermos", contou, depois de assegurar que conversou com o pontífice argentino diferentes temas e, em particular, sobre a defesa dos direitos humanos.
"O Papa disse com clareza que é preciso buscar a verdade, a justiça e a reparação", assegurou o Nobel da Paz 1980.
Logo após a eleição do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio como Papa, em 13 de março, surgiram acusações relacionando-o à ditadura argentina, mas o Vaticano negou.
Após a eleição de Bergoglio, em 13 de março, Esquivel, em nota, já havia isentado o novo Papa de ligações com a ditadura, mas frisando que lhe faltou coragem para lutar pelos direitos humanos no período.
 
G1

POLÍTICA

Janduhy defende agricultores do sertão: 'dívida tem que ser anistiada pelo Governo Federal'


O deputado Janduhy Carneiro (PEN), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa, criticou que os produtores agrícolas tenham que pagar uma dívida pela baixa safra anual.
Segundo janduhy, a presidente Dilma Rousseff deveria conceder anistia aos devedores. “em face da seca, esses produtores rurais não tiveram condições de produzir e não porque não quiseram, mas em face a adversidade climática”, defendeu.
“Sabemos muito bem que no governo de FHC foram bilhões para salvar as instituições privadas. E porque hoje não há uma atitude do Governo Federal para anistiar essas dividas? Não é renegociar, é anistiar mesmo”, concluiu.

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