PB reverte queda na geração de emprego e cria 5,9 mil contratos formais em agosto
Dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira
A Paraíba reverteu a tendência de queda na
geração de empregos e contratou 5.905 trabalhadores com carteira
assinada no mês de agosto. O estado é um dos 13 que registraram saldo
positivo no Brasil, em uma relação que inclui Pernambuco (9.035 novas
vagas), Alagoas (4.099) e Santa Catarina (3.014). Os
dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged),
divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Ministério do Trabalho. O saldo
de agosto foi oriundo de 1.253.728 admissões contra 1.287.681
desligamentos.
No acumulado do ano, o nível de emprego formal
apresentou declínio de 1,64%, correspondendo à perda de 651.288 postos
de trabalho. Nos últimos 12 meses, o recuo foi da ordem de 1.656.144
empregos, retração de 4,07%. Com o resultado, o estoque de emprego para o
mês alcançou 39.042 trabalhadores com carteira de trabalho assinada no
país.
A maior queda no nível de emprego formal foi registrada no
Rio de Janeiro, com o fechamento de 28.321 vagas, impactado pelo ramo
Comércio e Administração de Imóveis (-8.395) e Serviços de Alojamento e
Alimentação (-4.452), dados influenciados também pelo fim dos Jogos
Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Também houve perda de vagas em Minas
Gerais (-13.121), devido o fim do ciclo de produção de café, e Espírito
Santo (-4.862).
Em todo o Brasil, segundo o Caged, o emprego
formal apresentou em agosto um recuo na trajetória de perda de postos de
trabalho. No mês, a retração na geração de postos de trabalho foi de
0,09% em comparação a julho, com saldo negativo de 33.953 vagas. A
perda, entretanto, foi significativamente menor do que a registrada em
agosto de 2015, quando houve o fechamento de 86.543 vagas formais.
Eduardo Cunha chama deputados Manoel Júnior e Aguinaldo Ribeiro de ‘hipócritas e covardes’
O ex-deputado Eduardo
Cunha disse, durante entrevista a uma emissora de rádio da Capital, nesta
quarta-feira (21) que os deputados paraibanos Manoel Júnior, Efraim Filho e
Aguinaldo Ribeiro de “covardes e hipócritas’ pelo fato deles terem votado a
favor da sua cassação,” principalmente o Manoel Júnior que era muito ligado a
mim que sempre me apoiou, que era do meu partido, mas preferiu jogar por terra
tudo o que ele disse a meu respeito na minha defesa na Comissão de Ética” completou.
Sobre a posição de
Aguinaldo Ribeiro, o ex-deputado disse que na madrugada anterior a cassação, os
dois passaram um bom tempo fazendo conta dos votos e depois votou contra. Com
relação a Efraim Filho, ele disse que o deputado também foi privilegiado na sua
gestão e também votou a favor da cassação. “O comportamento e atuação desses deputados
paraibanos mostraram realmente o que é hipocrisia e serve para que o povo do Estado
deles possa conhecê-los e saber avaliá-los na hora do voto”, disse o
parlamentar.
Sobre a sua cassação,
Eduardo Cunha disse que convive com a política vive em constantes embates e com essas indas e
vindas. Ele disse não ter dúvidas de que processo de impeachment da ex-presidente
Dilma Rousseff foi pivô da sua cassação. “Se eu tivesse ficado quieto no meu
lugar nada disse teria acontecido, mas não vão conseguir me impor porque o
tempo vai acabar revertendo isso tudo”, completou.
Eduardo Cunha destacou
a coerência dos deputados Wellington Roberto e Hugo Mota “que tiveram um
comportamento que merecem o meu aplauso e o meu reconhecimento”, destacou.
Primavera começa nesta quinta, com ondas de frio previstas até outubro
Estação é caracterizada por maior risco de alergias; veja dicas de médica. Primavera dará lugar ao verão no dia 21 de dezembro.
Festa das Flores e Morangos de Atibaia (Foto: Filipe Rodrigues/G1)
Começa nesta quinta-feira (22), às 11h21, a primavera no Hemisfério Sul. Depois de um inverno típico,
com temperaturas mais baixas principalmente no Sul, Sudeste e
Centro-Oeste do Brasil, os próximos meses devem ser caracterizados por
aumento gradual da temperatura nessas três regiões, segundo informações
do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE).
Apesar do aumento da temperatura, estão previstas frentes frias
provocadas pela entrada de massas intensas de ar frio pelo centro-sul do
país, o que deve fazer a temperatura cair bruscamente, levando a dias
de primavera com cara de inverno.
Segundo a meteorologista Fabiene Casamento, da Somar Meteorologia, as
ondas de frio devem chegar ao Sul e ao Sudeste, até o sul de Minas
Gerais. “Até o mês de outubro, teremos ondas de frio que vão perdendo a
intensidade conforme avança a primavera.”
O CPTEC/INPE destaca também a ocorrência de temperaturas máximas muito
elevadas na região central do país devido à maior frequência de dias com
céu claro nesta estação. Já as regiões Norte e Nordeste não devem ter
grande variação de temperatura ao longo do ano.
As temperaturas do Pacífico Equatorial no momento indicam que está
havendo uma transição para um episódio fraco de La Niña, que é o
resfriamento das águas do Pacífico.
Chuvas
A previsão para o Sul é ter chuvas abaixo da média para a época, segundo a meteorologista.
Já no Sudeste, a quantidade de chuva deve estar dentro do esperado para
a estação, mas com distribuição irregular, com mais chuvas nas
primeiras semanas de outubro e tornando-se mais regulares no período
final da primavera.
No Centro-oeste, a expectativa é ter chuvas acima do esperado para a
época, diferentemente da última estação, quando o Mato Grosso sofreu com
estiagem.
Norte e Nordeste apresentam uma maior probabilidade de terem menos
chuva do que a média, com exceção de Pará, Tocantins, Maranhão, Piaui,
Bahia e regiões litorâneas.
A primavera dará lugar ao verão no dia 21 de dezembro.
Aumento de alergias
Por ser uma época de polinização das plantas, a primavera é um período
de aumento de casos de alergia ao pólen. Segundo a alergista Ariana
Yang, esse tipo de alergia provoca sintomas principalmente nos olhos e
nariz, como coceira, ardência nos olhos e nariz escorrendo.
Temer quer definir nesta quinta-feira MP de reforma do ensino médio
Reforma
ganhou destaque após a divulgação dos dados do Ideb, que mede a
qualidade do ensino no país. Pelo segundo ano consecutivo, a meta
estabelecida para o ensino médio não foi cumprida
Michel Temer
O
ministro da Educação, Mendonça Filho, vai se reunir com o presidente
Michel Temer ainda na madrugada desta quinta-feira (22) para concluir o
texto da proposta sobre a reforma do ensino médio que será enviada ao
Congresso Nacional.
Temer,
que estava em Nova York, embarcou para Brasília hoje (20) à tarde e vai
apresentar a proposta amanhã (21), às 15h, no Palácio do Planalto. “Ele
deve chegar de madrugada. Deveremos ter um despacho para finalizar o
texto que será encaminhado ao Congresso Nacional", disse o ministro a
jornalistas após evento da Câmara dos Deputados. Nos Estados Unidos,
Temer participou da 71ª Assembleia Geral da Organização das Nações
Unidas (ONU).
A reforma do ensino médio ganhou destaque após a
divulgação dos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica
(Ideb), que mede a qualidade do ensino no país. Pelo segundo ano
consecutivo, a meta estabelecida para o ensino médio não foi cumprida e a
etapa está estagnada desde 2011. Uma reforma dessa fase da educação
básica já tramita na Câmara dos Deputados, no Projeto de Lei (PL)
6480/2013, mas Mendonça defende que, dada a urgência da questão, é
necessário o envio de uma medida provisória, que passa a valer a partir
da publicação no Diário Oficial e tem 120 dias para ser votada pelos
parlamentares.
“Há três anos discutimos o projeto em relação ao
ensino médio no Parlamento e não avança. A pauta do Congresso vai estar
absolutamente obstruída com outras medidas relevantes na área
econômica”, argumentou o ministro para justificar a opção do governo por
uma medida provisória.
Atualmente, o ensino médio tem 8 milhões de alunos. O problema na etapa está nas redes pública e privada.
Sugestões de secretários
De
acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que
reúne os secretários estaduais da área - responsáveis pelo ensino médio
- o texto final ainda não foi divulgado para a entidade, mas grande
parte das sugestões dadas pelos gestores foi acatada.
A ideia,
segundo o conselho, é que o ensino médio tenha ao longo de três anos o
equivalente a metade do tempo de conteúdos obrigatórios, definido pela
Base Nacional Comum Curricular - ainda em discussão. O restante do tempo
deve ser usado para a flexibilização de trajetórias e para as
especificidades de cada rede de ensino no Brasil.
As trajetórias,
que serão escolhidas pelos alunos, poderão ser em linguagens,
matemática, ciências da natureza e ciências humanas - modelo usado
também na divisão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Os secretários propõem a inclusão de um quinto eixo de formação: técnica
e profissional.
O ministro participou nesta quarta-feira de
evento que marcou os dez anos do Movimento Todos pela Educação. Para a
presidente executiva do grupo, Priscila Cruz, o ideal seria que o PL
6480/2013 fosse aprovado, sem a necessidade de uma medida provisória. “O
ideal seria que fosse aprovado com toda a discussão, tramitação e tudo
mais. Mas estou menos preocupada com a forma de aprovação e mais
preocupada com a implementação”, disse “No fundo, no fundo, não é a lei
que vai resolver, é a implementação”, acrescentou.
Canetada
Já
para o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação,
Daniel Cara, não cabe fazer uma reforma “tão séria como essa por MP, sem
debate amplo com as comunidades escolares, pesquisadores, professores e
alunos que ocuparam as escolas por uma nova pedagogia”.
“Se sabe
que não é um governo dedicado ao debate. Assim, é preocupante o
encaminhamento dessa MP”, acrescentou o ativista. “Não se resolve
problemas complexos por canetadas.”
Segundo o Consed, a intenção é
que haja um período para a implementação da reforma até 2021, seguindo o
Plano Nacional de Educação (PNE). “Vai depender da capacidade de cada
sistema. Têm estados que têm projeto de educação integral que podem
modificar ou fazer alteração para a lei. Outros vão precisar de mais
tempo. Uma mudança dessa não é só da escola é uma mudança de toda a
estrutura”, disse o diretor institucional da entidade, Antônio Neto.
Uber é considerado transporte clandestino pela Semob-JP e poderá ser multado
Aplicativo começou a operar na capital paraibana, mesmo com lei municipal que o proíbe
Uber
O
Uber é considerado um transporte clandestino e será fiscalizado como
tal. A informação é da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana
(Semob-JP). Nesta quarta-feira (21), o Uber começou a operar em João Pessoa, mesmo com uma lei municipal que o proíbe, mas o aplicativo se baseia em uma lei federal para funcionar.
O
superintendente Carlos Batinga avisou que os carros que fizerem Uber em
João Pessoa poderão ser apreendidos e serão tratados como transportes
clandestinos. Ele falou que, apesar de haver uma lei federal que o
permita funcionar em cidades, quem regula o sistema de transporte nos
municípios são as leis locais.
O Sindicato dos Taxistas informou
que a Semob deverá aplicar multas de até R$ 3 mil aos motoristas que
fizerem Uber em João Pessoa, pelo descumprimento da lei. Os taxistas
também criticam as políticas do aplicativo, que adota preços muito
baixos e, segundo o sindicato, prejudica a concorrência e a qualidade
dos serviços.
O Uber está funcionando em João Pessoa desde as 14h
desta quarta-feira (21). A cidade é a quinta capital do Nordeste a
adotar o serviço de transporte que está revolucionando a maneira se
descolar em grandes cidades do mundo, mas causa revolta entre taxistas.
Butantan espera testar vacina de zika em humanos em dois meses
Projeto é resultado de parceria com instituto americano. Vacina de DNA usa tecnologia nova que não deve trazer risco a grávidas.
Imagem é representação da superfície do vírus da zika (Foto: Universidade Purdue/Cortesia)
O Instituto Butantan pode começar, em dois meses, a testar em humanos
uma vacina contra o vírus da zika. Esta é a expectativa do diretor da
instituição, Jorge Kalil, que fez o anúncio em um evento nesta
segunda-feira (19).
O projeto, que é resultado de uma parceria com um instituto americano, é
de uma vacina de DNA, que usa um pequeno fragmento de DNA produzido
sinteticamente em laboratório que codifica uma proteína do vírus da zika
e por isso desperta a resposta imunológica contra o vírus no organismo.
“É uma tecnologia absolutamente revolucionária, mas a gente sabe que
não tem nada de infeccioso e que não causa problemas para a grávida.
Porque nós temos que proteger a mulher grávida”, disse Kalil. Uma das
principais precupações em relação ao vírus da zika é o risco de ele
provocar microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas.
Segundo Kalil, o instituto tem uma reunião com a Anvisa ainda esta
semana para discutir a aprovação dos testes clínicos. “A Anvisa e a
Conep (Conselho Nacional de Ética em Pesquisa) estão muito
sensibilizadas para a questão, então acho que vai ser uma questão de um
ou dois meses para a aprovação”, afirmou o diretor do instituto.
As vacinas de DNA são vistas como uma tendência para o futuro, mas, até
o momento, ainda não existe nenhum produto desse tipo aprovado para uso
comercial.
O instituto também trabalha no desenvolvimento de um soro contra zika e de anticorpos monoclonais para combater o vírus, ambos com a função de neutralizar o vírus já presente no organismo da pessoa infectada.
Vacina de vírus inativado
Outra iniciativa em andamento no Instituto Butantan é um projeto de vacina de zika com vírus inativado para o qual centro de pesquisa recebeu US$ 3 milhões
da Autoridade de Desenvolvimento e Pesquisa Biomédica Avançada (Barda,
na sigla em inglês), órgão ligado ao Departamento de Saúde e Serviços
Humanos do governo americano (HHS).
Pesquisadores do centro já trabalharam no processo de cultura, purificação e inativação do vírus em laboratório.
Vacinas em teste nos EUA
Nos EUA, existem pelo menos duas vacinas de zika em desenvolvimento. O
Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), parte dos
Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), já está fazendo
testes em humanos com uma vacina de DNA. Também já recebeu autorização
para realizar testes clínicos a vacina GLS-5700, dos laboratórios
farmacêuticos Inovio, dos Estados Unidos, e do GeneOne Life Sciences, da
Coreia do Sul.
Protesto na ONU contra Temer não tem 'nenhum' impacto, diz Serra
Delegações de 6 países deixaram plenário antes de discurso do presidente. Para ministro das Relações Exteriores, ato não tem 'proporção significativa'.
O presidente Michel Temer durante discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU (Foto: Richard Drew/AP)
O ministro das Relações Exteriores, José Serra, afirmou nesta terça-feira (20) que o protesto das delegações de seis países contra o presidente Michel Temer
o plenário da Organização das Nações Unidas (ONU) na sessão de abertura
da Assembleia Geral não tem "nenhum" impacto internacional sobre o
Brasil.
Nesta terça, no momento em que o presidente brasileiro subia à tribuna da ONU
para discursar, os representantes de Venezuela, Equador e Nicarágua se
levantaram e deixaram o plenário. A maioria dos integrantes da delegação
da Costa Rica também abandonou a sala quando o novo presidente
brasileiro se preparava para discursar.
Nenhum dos chefes de Estado destes países estava presente no plenário. O
protesto silencioso foi realizado por diplomatas e ministros.
Os diplomatas da Bolívia e de Cuba haviam se retirado do plenário um
pouco antes e se recusaram a entrar enquanto Temer estava discursando.
Eles retornaram ao recinto somente após o peemedebista concluir sua
fala.
"No caso, a ONU tem 200 membros, não nos esqueçamos disso. São cerca de
200 países. Não me parece uma proporção significativa", disse Serra.
Ele disse ainda que não percebeu o protesto no momento em que foi realizado e que só ficou sabendo do ato pela imprensa.
Questionado sobre o impacto que o protesto causaria ao Brasil, o
ministro afirmou: "Nenhum [impacto]. Do ponto de vista internacional, é
próximo a zero".
Temer também foi alvo de protestos nas ruas de Nova York ao chegar no último domingo (18) ao hotel onde está hospedado na metrópole norte-americana.
Um grupo de manifestantes o recepcionou em frente ao hotel com cartazes
e faixas pedindo a saída dele da Presidência e o chamando de
"golpista".
TCE-PB determina bloqueio das contas bancárias da Prefeitura de Santa Rita após inspeção especial
O Tribunal de Contas da Paraíba determinou, no final da
manhã desta segunda-feira (19), o bloqueio das contas bancárias do
município de Santa Rita, após constatar inconsistências nas informações
prestadas por via dos balancetes mensais, que não batem com os números
apontados no sistema Sagres on line, de acordo com os dados levantados
pela Auditoria. O TCE realizou inspeção especial no município durante o
período de janeiro a julho do corrente ano. Na justificativa, a
Auditoria enfatiza que a entrega dos balancetes sem os números que
expressam a realidade das contas públicas implica em ausência do envio
dos balancetes.
O relatório preliminar da Auditoria aponta que no sitio
de Transparência Fiscal da Prefeitura de Santa Rita, entre 1º de janeiro
e 31 de julho de 2016, a despesa orçamentária paga soma R$
62.490.671,19, todavia, nas informações enviadas ao Tribunal de Contas
por meio dos balancetes mensais, relativos aos meses de janeiro a julho
de ano em curso, a despesa paga é de R$ 59.466.858,69, ocasionando uma
diferença na ordem de R$ 3 milhões. “Em menor valor, na despesa
empenhada o valor no portal da transparência é de R$ 79.787.348,843,
enquanto que no Sagres é R$ 79.684.675,36, destaca o relatório.
Nos objetivos do trabalho a Auditoria ressalta a situação
fática quanto a regularidade ou não das prestações de contas mensais,
que são os balancetes, enviados à Corte, situação, segundo consta nas
conclusões do relatório, que exige ação cautelar com o fim de proteger o
interesse público e evitar maiores danos ao erário.
O bloqueio da contas bancárias tem por base o art. 48, §
2º da Lei Complementar nº 18/93, modificada pela Lei Complementar nº
34/99 e o art. 8º da Resolução Normativa RN TC 04/2004, combinado com o
art. 197 do Regimento Interno do TCE. A decisão implica a total
impossibilidade de movimentação das contas, através de cheque ou
qualquer outro procedimento hábil, permitida, porém, a realização de
depósitos ou transferências para aplicação financeira que preserve o
poder aquisitivo dos recursos.
Brasil fecha 2015 com carga tributária de 32,66% do PIB, maior desde 2013
A carga tributária bruta do Brasil
subiu de 32,42% em 2014 para 32,66% do PIB (Produto Interno Bruto) em
2015, diretamente afetada pelo encolhimento da economia no ano, divulgou
a Receita Federal nesta segunda-feira (19).
A Receita revisou o dado de 2014. Anteriormente, havia informado que a carga tributária em 2014 tinha sido de 33,47% do PIB.
Peso dos impostos aumentou
Segundo a Receita, a
representatividade da carga tributária aumentou em 2015 apesar de ter
havido queda real na arrecadação, em meio à recessão econômica, somando
R$ 1,928 trilhão. Como o PIB sofreu caiu 3,8%, o valor arrecadado passou
a ter mais peso em relação ao produto.
Com o resultado, a carga passou a ter maior expressão sobre o PIB desde 2013, quando a relação foi de 32,67%.
União tem menor participação
A Receita destacou que apesar da
recomposição de algumas alíquotas em 2015, as desonerações (quando o
governo abre mão de cobrar alguns impostos) foram expressivas no ano,
alcançando R$ 108,6 bilhões, alta de 4% sobre 2014.
Em relatório, a Receita também
informou que houve redução da participação da União na arrecadação
total. Em 2015, ela foi de 68,26%, menor valor da série histórica
iniciada em 2006.
Em contrapartida, a participação dos
municípios subiu a 6,37% (maior da série), enquanto a fatia dos Estados
caiu ligeiramente a 25,37%, ante 25,4% em 2014.
Na ONU, Temer diz que Brasil estuda lei para facilitar inclusão de refugiados
Presidente discursou em reunião de líderes sobre migração e refugiados. Ele defendeu desenvolvimento 'para todos' para evitar grandes migrações.
Presidente Michel Temer fez discurso em reunião da ONU sobre refugiados e migração (Foto: Beto Barata/PR)
O presidente Michel Temer
fez um discurso nesta segunda-feira (19), na reunião da ONU sobre
refugiados e migrantes, no qual disse que o Congresso brasileiro analisa
lei para facilitar a migração e não criminalizar pessoas de outros
países que busquem refúgio no território nacional. O encontro das Nações
Unidas sobre a crise dos refugiados ocorreu em Nova York, onde líderes de países de todo mundo se reúnem para a Assembleia Geral da ONU, que será aberta nesta terça-feira (20).
Em sua fala, Temer citou que o Brasil recebeu, nos últimos anos, mais
de 95 mil refugiados, de 79 diferentes nacionalidades. Ele ressaltou a
política do país de receber cidadãos de outras nações latino-americanas,
e citou o exemplo do Haiti, que passa por uma grave crise desde que foi
atingido por um terremoto em 2010.
"Em nosso parlamento, encontra-se em estágio avançado de tramitação uma
nova lei de migrações. O nosso objetivo é garantir direitos, facilitar a
inclusão e não criminalizar a migração. Nossa lei disporá sobre o visto
humanitário – instrumento já utilizado em favor de quase 85 mil
cidadãos haitianos, após o terremoto de 2010, e de 2.300 pessoas
afetadas pelo conflito na Síria. Estamos modernizando nossas práticas
migratórias. No centro de nossas políticas, está o reconhecimento
inescapável da dignidade de todos os migrantes", afirmou Temer.
O presidente defendeu soluções políticas negociadas e um
desenvolvimento econômico "que seja para todos" para evitar grandes
movimentos migratórios no mundo. Segundo ele, os fluxos de refugiados
são causados por guerras, de repressão, do extremismo violento.
"Não podemos fechar os olhos para as causas profundas desses fenômenos.
Somente a solução negociada de crises políticas e um desenvolvimento
que seja para todos prevenirão o deslocamento forçado de grandes
contingentes de pessoas", disse Temer.