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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PARAÍBA

Pesquisa mostra que 37,5% das mulheres paraibanas são responsáveis pelo sustento familiar

Paraibanas são maioria com relação ao números de pessoas com ensino superior completo, chegando a 106.534
Mulheres têm melhores taxas de escolaridade
Mulheres têm melhores taxas de escolaridade
Com índices de escolaridade superiores aos dos homens, as mulheres brasileiras ganham rendimento médio equivalente a 68% da renda dos homens, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31), referentes a uma pesquisa feita em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na Paraíba, os dados mostram que 37,5% das mulheres são responsáveis pelo sustento familiar.

Em comparação aos números nacionais, que apresentam 37,3% das mulheres como responsáveis pela renda familiar, a Paraíba ocupa a 12ª colocação, ficando com 37,5%, entre os estados brasileiros com a maior concentração de famílias sustentadas por mulheres. Em detalhes, a pesquisa mostra que, 27,3% das famílias rurais paraibanas são administradas por mulheres. Já na zona urbana, 40,6% das mulheres são responsáveis pelo sustento integral das famílias.

Com relação à escolaridade, os dados mostram que, em 2010, na Paraíba, 353.320 homens não possuíam instrução ou tinham o ensino fundamental incompleto, contra 664.119 mulheres na mesma situação. Já com relação aos paraibanos com ensino superior completo, a pesquisa mostra que 63.050 são homens e 106.534 são mulheres.

Os dados nacionais mostram que além de terem menor taxa de analfabetismo, de 9,1% contra 9,8% dos homens, as mulheres chegam mais ao nível superior, com uma taxa de 15,1% de frequência na população de 18 a 24 anos, enquanto os homens somam 11,3%. Também no ensino médio, as mulheres estão mais presentes na idade escolar certa, de 15 a 17 anos, com 52,2% de frequência, contra 42,4% dos homens.

Outro indicador que aponta maior escolarização feminina é a taxa de abandono escolar precoce, que contabiliza os jovens de 18 a 24 anos que não concluíram o ensino médio nem estavam estudando. Esse percentual chega a 31,9% entre as mulheres e 41,1% para os homens.

Para a coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE, Bárbara Cobo, a delegação de tarefas às mulheres prejudica a igualdade no emprego e na renda: "por motivos que vão além das políticas educacionais e de mercado de trabalho, você não vê essa maior escolarização das mulheres sendo refletida em inserção no mercado de trabalho. Um dos principais motivos é a questão da maternidade. A mulher ainda enfrenta a questão da dupla jornada e, muitas vezes, os cuidados com pessoas da família e serviços domésticos ainda estão substancialmente a cargo delas", analisa.

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