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quinta-feira, 31 de julho de 2014

PARAÍBA

Após polêmica sobre Trauma, Waldson veta entrada de pacientes que não são politraumatizados


Após a polêmica envolvendo o hospital de Trauma sobre a retenção de macas do Samu, o que teria acarretado um óbito por demora no resgate, o secretário da Saúde da Paraíba, Waldson de Souza, resolveu pedir que seja feita regulação de quais pacientes devem ser remetidos ao Trauma. O secretário lembrou que segundo protocolo nacional, nenhuma unidade móvel do Samu pode remover paciente sem regulação prévia.

“Essa regulação significa que os hospitais podem se preparar para receber o paciente. Daqui para frente vamos ter uma condição muito clara de postura do Hospital de trauma. Não é possível que um hospital funcione sem ter a chance e a capacidade de receber bem quem quer que seja”, desabafou o secretário em entrevista coletiva nesta quinta-feira (31).

Segundo o secretário, agora pacientes fora do perfil não devem mais ser atendidos pelo Trauma. “Hoje, inclusive pacientes de oncologia, doenças infectocontagiosas, pacientes crônicos, são encaminhados para o Hospital. Temos que evitar essa demanda. Outras portas de entrada terão que receber esses pacientes”, argumentou.

Waldson explica que o hospital não pode deixar de atender a população politraumatizada que hoje ocupa mais de 60% dos leitos - ocupados com acidentes automotivos. “Já fizemos isso com a direção: a revisão do processo de regulação.
“O trauma tem que receber politraumatismo, acidente com arma de fogo, arma branca. Por si só esses pacientes já dão uma grande demanda. Agora o Samu, sem contato prévio chegar e deixar o paciente esperando maca... (sendo assim) o protocolo é que a maca fica até a liberação do leito, se houvesse uma regulação resolveria o processo inteiro’, explicou.

Quem faz a regulação – Segundo o secretário, essa regulação de para onde devem ser encaminhados os pacientes não está sendo feito. Waldson revelou que a regulação deve ser feita pelo próprio Samu, em contato entre as ambulâncas e entre o Samu e os hospitais por telefone. A conversa é feita diretamente em contato médico a médico.

Quem pode receber os pacientes – “Todos podem ser porta de entrada, dependendo do caso especifico. Hoje só o Trauma sofre com o debate, as unidades do município e as privadas deverão receber os pacientes. A gente não vai ficar sofrendo com um debate que não está sendo verdadeiro.

Como exemplo, o secretário explicou que os pacientes oncológicos devem ser encaminhados para as referências em oncologia, como o hospital Laureano. Para os tratamentos paliativos eles devem ser levados para o hospital São Vicente de Paula, Santa Isabel, e outros hospitais da rede, como os filantrópicos conveniados ao SUS. “Não podemos permitir pacientes oncológicos no Trauma”, finalizou.

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